3 de setembro de 2010

No Brasil, TV é preterida pela internet

Fonte: 03/09/2010 - Adnews

 

Pelo segundo ano consecutivo, a internet ganhou da televisão na preferência dos brasileiros. A Deloitte realizou uma pesquisa, repercutida pelo MSN Notícias, que mostrou a quantidade de horas gastas no Brasil com as duas plataformas, e a web ganhou.

Por semana, aproximadamente 17 horas são consumidas com a programação da TV, enquanto a internet prende o usuário por 30 horas durante o mesmo período.

A constatação do estudo se reflete no histórico recente da televisão. De 2000 a 2009, a média de aparelhos ligados durante o horário nobre (18h à meia-noite) caiu de 66% para 59%. As cinco maiores emissoras abertas do país, juntas, perderam 4,3 pontos de audiência. Enquanto isso, cresceu em 91% a quantidade de aparelhos utilizados para outros fins – como TV a cabo, games e computadores –, de 3,5 para 6,7 pontos.

De 2000 a 2010, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), subiu de 3,4 milhões para 8,6 milhões o número de assinantes de TV por assinatura no Brasil – crescimento de 152%. Apesar disso, a diferença com o crescimento da internet é descomunal: no mesmo período, saltou de 100 mil para 12,2 milhões a quantidade de pontos fixos de alta velocidade – aumento de 12.100%, segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações.

Apenas no primeiro semestre de 2010, a banda larga móvel (3G) foi de 4,3 milhões de conexões para 10,4 milhões – alta de 141%.

As informações são de Filipe Albuquerque, do MSN Notícias

17 de agosto de 2010

Brasil é o primeiro a realizar Censo em sua internet

Fonte: Adnews - 17/08/2010

O Brasil se tornou o primeiro do mundo a realizar um Censo em sua internet. A pesquisa vai realizar estudos sobre a rede formada pelos sites de acesso público - identificadas pelos domínios “.br”, “.com.br”, “.org.br”, “.net.br”, “.gov.br”  e prevê criar e divulgar indicadores de todos os sites hospedados nos país. As informações são do IDGNow.

O projeto, intitulado Censo na Web.br, é de responsabilidade do Comitê Gestor de internet no Brasil (CGI.br) e analisará o tamanho total da Web brasileira, incluindo o número de sites e páginas na rede, além do tamanho em Gigabytes. Ele focará também na proporção de sites utilizando o padrão IPv6, distribuição do uso de idiomas, dimensão de tipos de tecnologias usadas nos sites, idade das páginas, geolocalização dos servidores IP e sincronização de tempo dos servidores web.

A primeira etapa examinará os dados da web brasileira governamental, ou seja, os sites sob domínio “.gov.br”. Durante o ano, a proposta segue gradualmente com os demais domínios. O CGI pretende entregar o Censo completo até o começo de 2011, porém, a entidade preferiu não estipular uma periodicidade para divulgação dos resultados.

30 de julho de 2010

Brasil é 42º em ranking de economia digital

Fonte: 29/07/2010 - Adnews

Oitava maior economia do mundo, o Brasil aparece em apenas 42º  Ranking Economia Digital 2010, produzido anualmente pela divisão de consultoria da IBM e pela Unidade de Inteligência do The Economist. O estudo avalia o potencial das nações em absorver novas tecnologias e utilizá-las a serviço da informação e da comunicação.

Em sua 11ª edição, a pesquisa tem por objetivo avaliar a capacidade de 70 países de absorverem novas tecnologias de informação e comunicação e aplicá-las a favor do desenvolvimento econômico e social.

A Suécia, com 8,49 pontos, é a líder da pesquisa, seguida pela Dinamarca – primeira posição de 2009 –, Estados Unidos e Finlândia. Na América Latina, o Brasil ocupa o 2º lugar do ranking, perdendo para o Chile, em 30º na classificação geral.

Com pontuação total de 5.27 do total de 10, o país manteve a mesma posição do ano passado, ainda que com uma nota inferior à dos 5.42 pontos conquistados em 2009. Também estão na pesquisa a Argentina (46ª posição), Peru (53º), Venezuela (55º) e Equador (60º). Já entre os países do BRIC, o Brasil manteve a liderança, apresentando o melhor ambiente geral para o crescimento do e-commerce.

Segundo o estudo, o Brasil subiu 08% na categoria “ambiente de negócios”, com melhores pontuações em oportunidade de mercado (7.8 pontos) e melhor política de investimento estrangeiro (7.75). Entretanto, o país piorou seu desempenho em “visão e política do governo” e “ambiente social e cultural”, com queda na nota de nível educacional de 7.5 para 6 pontos.

A categoria “infraestrutura de tecnologia e conectividade” revela que a Internet alcançou um percentual de crescimento menor que em 2009 e, por isso, o Brasil recebeu nota 3.  Já o acesso a celulares cresceu neste ano, o que rendeu 9 pontos, a melhor pontuação do País em todas as categorias do ranking. O estudo não aponta alterações nas notas de “ambiente jurídico” e “adoção por empresas e consumidores” no país.

O Ranking Economia Digital 2010 já trabalha com a constatação de que hoje o acesso de indivíduos e organizações à Internet e a redes de telecomunicações não é apenas uma exclusividade dos ricos, o que justificou a atualização no nome e de alguns dos critérios de avaliação.

Nesta edição, foram avaliados os quesitos qualidade de banda larga e conexões de fibra e 3G, o que provocou queda de posição em alguns dos países europeus e norte-americanos que aparecem entre os 10 primeiros. Neles, a disponibilidade de conexões ultra-rápidas ainda precisa ser desenvolvida. Em contrapartida, economias asiáticas que investiram pesado na próxima geração de infraestrutura para Internet, subiram consideravelmente no ranking. “No cenário de economia digital é indispensável que os serviços de data e voz sejam confiáveis, convenientes e acessíveis”, diz Felipe Botto, Líder da Prática de Estratégia e Transformação da IBM Brasil. Em toda a trajetória do estudo, o Brasil alcançou sua melhor posição em 2006, ocupando a 41ª posição.

“Para um forte avanço no desenvolvimento digital é necessário ações em diferentes frentes. Na Suécia, a atenção do governo para a tecnologia da informação, o empenho na educação e desenvolvimento cultural ajudam no crescimento do número de usuários de serviços digitais”, completa Botto.

Confira a lista:
1° Suécia 8.49
2° Dinamarca 8.41
3° Estados Unidos 8.41
4° Finlândia 8.36
5° Holanda 8.36
6° Noruega 8.24
7° Hong Kong 8.22
8° Cingapura 8.22
9° Austrália 8.21
10° Nova Zelândia 8.07
11° Canadá 8.05
12° Taiwan 7.99
13° Coréia do Sul 7.94
14° Reino Unido 7.89
15° Áustria 7.88
16° Japão 7.85
17° Irlanda 7.82
18° Alemanha 7.80
19° Suíça 7.72
20° França 7.67
21° Bélgica 7.52
22° Bermudas 7.47
23° Malta 7.32
24° Espanha 7.31
25° Estônia 7.06
26° Israel 6.96
27° Itália 6.92
28° Portugal 6.90
29° Eslovénia 6.81
30° Chile 6.39
31° República Checa 6.29
32° Emirados Árabes Unidos 6.25
33° Grécia 6.20
34° Lituânia 6.14
35° Hungria 6.06
36° Malásia 5.93
37° Letónia 5.79
38° Eslováquia 5.78
39° Polônia 5.70
40° África do Sul 5.61
41° México 5.53
42° Brasil 5.27
43° Turquia 5.24
44° Jamaica 5.21
45° Bulgária 5.05
46° Argentina 5.04
47° Romênia 5.04
48° Trinidad & Tobago 4.98
49° Tailândia 4.86
50° Colômbia 4.81
51° Jordânia 4.76
52° Arábia Saudita 4.75
53° Peru 4.66
54° Filipinas 4.47
55° Venezuela 4.34
56° China 4.28
57° Egito 4.21
58° Índia 4.11
59° Rússia 3.97
60° Equador 3.90
61° Nigéria 3.88
62° Vietnã 3.87
63° Sri Lanka 3.81
64° Ucrânia 3.66
65° Indonésia 3.60
66° Paquistão 3.55
67° Cazaquistão 3.44
68° Argélia 3.31
69° Irã 3.24
70° Azerbaijão 3.00

28 de julho de 2010

Mídia brasileira cresce e fatura R$ 9,8 bilhões

Fonte: 27/07/2010 – Adnews/Informações Mmonline

O Brasil faturou cerca de R$ 9,8 bilhões com publicidade nos primeiros cinco meses de 2010. Os dados, apresentados pelo Projeto Inter-Meios nesta terça-feira (27), demonstram que o setor cresceu 27,25% em faturamento na comparação com o mesmo período em 2009. A pesquisa é feita pelo Grupo M&M com base em informações dos próprios veículos e por meio de auditoria da PricewaterhouseCoopers.
Embalada pela Copa do Mundo, a TV se destacou ao registrar 63,66% de share (participação no bolo publicitário) entre janeiro e maio. O meio teve alta de 34,76%, com faturamento acumulado de R$ 6,3 bilhões.
Em termos de crescimento, a internet foi a que mais se aproximou da televisão. Os investimentos publicitários em web subiram 34,05% em relação ao ano passado, com faturamento em torno de R$ 414,3 milhões. Já o pior desempenho foi marcado pela categoria Guias e listas, que apresentou decréscimo de 8,69% e valor acumulado de R$ 126,8 milhões.

Em termos gerais, maio foi um bom mês para a publicidade no Brasil. O setor apresentou crescimento de 31,68% em relação ao mesmo mês de 2009.

Veja o ranking de investimento de janeiro a maio:

Meio

Flutuação

Valor investido

TV

34,76%

R$ 6,3 bilhões

Internet

34,05%

R$ 414,3 milhões

TV por assinatura

33,17%

R$ 340,5 milhões

Mídia exterior

19,70%

R$ 297 milhões

Revista

18,74%

R$ 658,7 milhões

Rádio

18,56%

R$ 420 milhões

Cinema

14,08%

R$ 30,5 milhões

Jornal

7,84%

R$ 1,3 bilhão

Guias e listas

-8,69%

R$ 126,8 milhões

Total:

R$ 9,8 bilhões

Brasil é 5º país com maior número de internautas

27/07/2010 –Adnews/Informação UOL

Dentre os 20 países com o maior número de internautas, o Brasil ocupa a 5ª colocação com 72 milhões de usuários, segundo o levantamento feito pelo site Royal Pingdom divulgado nesta terça-feira (27). A China está na primeira colocação, com 420 milhões, seguida por Estados Unidos, com 234,4 milhões, Japão, 99,1 milhões, e Índia, 81 milhões. Com os dados do Internet World Stats – site que reúne informações relacionadas à internet - a pesquisa informa que 1,8 bilhões de pessoas acessam à web porém, 1,6 bilhões estão concentrados em dez países. Os países com maior penetração na rede, ou seja, porcentagem da população que acessa a internet são Reino Unido (82,5%), Coreia do Sul (81,8%), Alemanha (79,1%), Japão (78,2%) e Estados Unidos (76,3%). O levantamento foi baseado apenas em números absolutos. Para demonstrar que o acesso a web em países populosos é relativo, o Royal Pingdom comparou a quantidade de usuários com o número de habitantes. No Brasil, por exemplo, dos 198,7 milhões de habitantes, 72 milhões são internautas – quase um terço dos brasileiros acessa a rede.

26 de julho de 2010

Brasil lidera o e-commerce na América Latina

Fonte: Artigos - www.mundodomarketing.com.br

Por Sandra Turchi*

Segundo levantamento do instituto comScore, a América Latina teve o maior crescimento em audiência na web com relação ao restante do mundo. Mas isso não é, necessariamente, algo positivo. A A.L. representa 8% da audiência global, a Europa 28%, Ásia Pacífico 39% e América do Norte 17%. Ficamos à frente apenas da África, com 7%. O Brasil cresceu 23% no último ano em acessos domésticos ou do trabalho, locais mais utilizados para compras on-line. Dentre as categorias com destaque estão o setor automobilístico, viagens, classificados e varejo.

O tempo gasto pelos brasileiros na web é o maior, fator influenciado pela não existência ainda de banda larga em grande escala. Falando-se em atividades on-line, na A.L., as buscas estão em primeiro lugar, com 85,5% e o acesso às redes sociais em segundo, com 81,9%, seguidos por e-mail, entretenimento e mensagens instantâneas. A atividade de compras ficou em sétimo lugar, com 62,1%, que se equipara à média mundial, o que demonstra que o e-commerce na região ainda está em crescimento se comparado aos EUA que tem 83,6%. Outro dado interessante é que 98% das pessoas que visitam sites de e-commerce também visitaram sites de buscas no mesmo período.

Aliás, a média de buscas feitas na A.L. supera a de todos os outros continentes, sendo que os campeões são Colômbia, México e Venezuela. O Google é a empresa com maior participação por aqui, com uma média de 65%, em relação a 50%, no restante do mundo. Comparação de preços é um item muito importante. Na A.L. ele alcança a média de 21,5% das atividades, próximo à mundial de 23,7%. Nesse quesito, os americanos estão na frente, com 39%, e os brasileiros se destacam em segundo, com 33,8%, sendo o Buscapé líder nesse campo.

Dentre as categorias de compras que o Brasil está acima da média na A.L. estão livros, lojas de departamentos, esportes, filmes, cosméticos, perfumes e shoppings. E as que ficam abaixo são hardware, flores e presentes, música, tickets, brinquedos, joias e bens de luxo, o que demonstra oportunidades a serem exploradas.

O País é líder no e-commerce, embora tenha apenas 35% da audiência, e contou com 61% dos gastos na região, em 2009. Um fato interessante é que 95% dos nossos ‘e-buyers’ adquirem produtos de sites na própria A.L., principalmente do Brasil. Comparando, por exemplo, com Porto Rico, em que 95% das compras são provenientes de fora da A.L., podemos crer que nossa performance se deve a fatores não apenas comerciais, mas também culturais.

Dentre os players com crescimento, acima de 10% em audiência no último ano, temos Mercadolivre, Americanas.com, Netshoes, Submarino, Casas Bahia, Ponto Frio, Extra.com, Magazine Luiza, Walmart, Carrefour, FastShop, FNAC e destaque para o Privália - site voltado para público de luxo - com um acréscimo extraordinário de 499%!

Esses grandes competidores têm investido em melhorar a experiência do consumidor, trazendo mais segurança às compras on-line. O que deve ser ainda aprimorado é a questão do engajamento. Mas, como podemos perceber, há um grande espaço para crescimento do e-commerce nacional.

* Sandra Turchi é Superintendente de Marketing da ACSP - Associação Comercial de São Paulo, Coordenadora do curso de Estratégias de Marketing Digital na ESPM e VP de Marketing da ABRAREC. Blog: www.sandraturchi.com.br Twitter: @sandraturchi Email: sturchi@acsp.com.br

23 de julho de 2010

Turismo ganha força com estratégias on-line

Passagens aéreas são itens mais procurados no Viajanet e no Submarino Viagens

Fonte: Mundo do Marketing | 23/07/2010

O turismo cresce no Brasil a cada ano e o facilitador para que mais pessoas entrem nos aviões com destinos nacionais e internacionais é a internet. O turismo on-line ainda não atingiu números expressivos quanto a vendas monitoradas pela e-bit, empresa de pesquisas de e-commerce, mas cresce como fonte de busca de passagens áreas e de comparação de preços de hotéis e de pacotes turísticos.

De acordo com dados da e-bit, o turismo on-line não representa nem 1% do e-commerce brasileiro, mas está em franco crescimento. O comportamento do internauta que busca serviços de turismo é caracterizado pela compra de passagens aéreas. Desde jovens que vão para a Disney até grupos de idosos que viajam pelo país. As diferenças terminam quando se observa que cada vez mais os consumidores compartilham suas experiências na internet e o turismo não foge a esta regra.

O Submarino Viagens, por exemplo, possui mais de 28 mil seguidores no Twitter que trocam informações, dicas e promoções. Com uma base de 1,5 milhões de acessos por mês, o Viajanet espera atingir o dobro de internautas até o final deste ano comprando seus lugares nos aviões. O portal oferece o canal que envolve o consumidor, as agências de viagem e as companhias aéreas e que possui um ticket médio de mais de R$ 550,00.

Informações reais e virtuais
Migrar para a web parece ter sido natural para as empresas de turismo. O portal Submarino investiu no setor em 2006 quando percebeu que o mercado brasileiro de viagens on-line era promissor e pouco explorado pelas agências de turismo. “O passageiro hoje, por conta da disposição de informação e de pesquisa na internet, consegue comprar pacotes de viagem para qualquer lugar do mundo”, afirma Marcos Piaskowy, professor de fundamentos práticos de Marketing da ESPM em entrevista ao Mundo do Marketing.

A vantagem da internet em relação às agências é, principalmente, a agilidade. O turista se torna seu próprio agente de viagens porque pode comparar preços e obter informações na tela de um celular. “Cinco por cento das transações de viagens são feitas pela internet no Brasil. Na Europa este número chega a 25%. A entrada de novos players no mercado ajudará a trazer mais adeptos ao turismo on-line”, diz Alex Todres, Sócio Diretor da Viajanet ao site.

Para compreender e atender o internauta na web, o Submarino Viagens fez uma pesquisa que apresentou três perfis diferentes de consumidores do turismo on-line. O Deal Seeker é o que compra motivado pelo melhore preço. Já o Last Minute Adventures não planeja a viagem com antecedência e leva em consideração as promoções de última hora. O Deep Planner é o que planejam cada aspecto da viagem, desde o momento que deixa sua casa até o retorno.

Perfil do viajante internauta
O turista virtual que acessa o Submarino Viagens busca as passagens aéreas. Um lugar no avião é o que 80% dos internautas mais procuram, seguido pelos pacotes turísticos. O mesmo acontece com a Viajanet, que com menos de um ano de atuação já planeja estratégias on-line para alavancar as vendas em cruzeiros e de ingressos para eventos. O portal acaba de concluir uma análise que aponta 40 mil compras em cinco dos oito meses de mercado.

O resultado apresentado nesta avaliação mostra que 70% das vendas do portal de turismo são feitas para internautas das classes C, D e E. Neste cenário, o que predomina entre os passageiros é o receio de comprar pela internet ou o de entrar em um avião pela primeira vez e cabe às empresas dar um foco maior neste nicho. “Entendemos que a quantidade de usuário dessas classes é maior e a internet deve girar em torno dele. É o momento em que ele está descobrindo o turismo on-line”, salienta Alex Todres.

Hoje, o papel da internet no desenvolvimento do turismo no Brasil é o de facilitar o acesso de turistas e de prestadores de serviço. Depois que compra o bilhete, o passageiro também pode pesquisar na web onde se instalar. O recém inaugurado YouHotel oferece mais de 100 mil sugestões de hospedagem e ferramentas de turismo em 130 países. “Apostamos no turista que está de olho na experiência vivida por outras pessoas e as veem como referência para a sua viagem“, completa Franco Pontillo, sócio fundador do YouHotel.

TV com acesso a web deve chegar no final do ano

Fonte: 23/07/2010 - Adnews

A CCE apresentou nesta sexta-feira, 23, projeto de TV com acesso a internet. A previsão é de que o novo aparelho chegue às lojas até o final do ano.

A nova linha de televisores, que ainda esta em fase de testes, pretende integrar um processador Intel Aton à TV, o que permitirá o acesso a internet, vídeos e recursos online.

Intitulado TV , o produto terá versões com tela de LCD em tamanhos de 32 e 42 polegadas, com teclado e mouse ou teclado com touchpad, além de rodar aplicativos como o navegador Firefox, Skype, Twitter, YouTube, MSN e uma variante do Linux, desenvolvida pela empresa.

O diretor de projetos da CCE Info, Rogério Fleury, afirma que as TVs também terão versões com e sem disco rígido, além de possibilidade para conectar um HD externo ao equipamento. Para 2011, os planos da empresa é integrar o Windows ao aparelho.

O preço da TV ainda não foi revelado, mas Fleury estima que deve ficar em torno de R$ 1,5 mil, similar a um televisor LCD com o mesmo tamanho de tela hoje no mercado.

15 de julho de 2010

E-commerce US$ 69,7 bi em 2011

E-commerce US$ 69,7 bi em 2011

15/07/2010 Adnews/Valor Online

O comércio eletrônico de produtos de consumo, automóveis e do setor de turismo na América Latina e Caribe deve alcançar US$ 69,7 bilhões em 2011. A projeção é da empresa de pesquisas E-Consulting, que estima um crescimento médio anual do varejo on-line da ordem de 19,4% entre 2003 e 2011 na região.

O levantamento mostra que, dentro da área analisada, o Brasil representa o maior mercado de comércio on-line, com 45% do montante estimado, seguido do México, da Venezuela, da Argentina, do Chile e da Colômbia que, juntos, representam 35% da soma dos volumes de transações on-line, enquanto os demais países têm participação de 10%.

Somente no Brasil, as estimativas apontam para um faturamento de R$ 10,7 bilhões no comércio on-line de bens de consumo em 2010, ante os R$ 9,2 bilhões registrados em 2009. O setor de turismo, por sua vez, deverá gerar R$ 5,2 bilhões, frente a R$ 4,5 bilhões, enquanto o movimento do automobilístico passará de R$ 8,1 bilhões para R$ 9 bilhões.

A empresa prevê ainda o aumento de 27% na quantidade de compradores on-line no país neste ano, atingindo 16,9 milhões. Apesar dos avanços, a base de consumidores ainda é pequena na internet, segundo avalia o sócio-fundador da E-Consulting, Daniel Domeneghetti.

“O Brasil é historicamente visto como um país propício ao comércio eletrônico. Mas ainda tem um volume muito baixo de compradores. Grande parte disso se deve à situação de renda dos brasileiros. Muitos, ainda estão na fase de realizarem pela primeira vez a compra de certos produtos, que antes não podiam comprar. Mas temos muito potencial”, afirma Domeneghetti.

Por outro lado, o aumento da renda do brasileiro e o maior acesso da população à banda larga e aos meios eletrônicos têm colaborado para a melhoria nos resultados do comércio on-line, segundo a análise da E-Consulting.

Os investimentos das grandes varejistas nas operações on-line, o aumento da participação das pequenas empresas no e-commerce e políticas de financiamento ao consumidor on-line também foram citados no levantamento como drivers do setor.

“Mas vale lembrar o e-commerce nacional ainda é um canal dos grandes varejistas. Os pequenos ficam de fora do meio digital”, ressaltou.

Campeão de vendas

Na análise por segmento, a pesquisa mostrou ainda que, dentro da categoria Bens de Consumo – a mais representativa do comércio eletrônico varejista no país – o campeão de vendas são as mídias, onde estão incluídos produtos como CDs, DVDs e games.

Somente no primeiro semestre deste ano, as mídias movimentaram R$ 1,91 bilhão, superando o segmento de saúde e beleza (R$ 1,88 bilhão) e os livros e periódicos (R$ 1,65 bilhão).

“(O avanço dos últimos anos) é fruto da combinação de alguma redução das barreiras psicológicas da compra e também da maior participação dos consumidores de classes C e D”, afirmou Domeneghetti.

Dentre as tendências desenhadas para o comércio eletrônico brasileiro está a utilização das redes sociais apenas como canal de relacionamento com os consumidores e não para vendas. “Internautas têm se mostrado relutantes a abordagens comerciais em redes sociais”, afirmou a pesquisa.

Além disso, a E-Consulting prevê que os aparelhos móveis serão cada vez mais utilizados para as compras on-line ou como meios de comparação e que haverá uma falta de profissionais nesse mercado.

“Em 2009 a procura por profissionais especializados já superou a oferta do mercado e em 2010 esta tendência deve ficar ainda mais evidente”, concluiu a pesquisa.

8 de julho de 2010

Relatório analisa saúde online dos candidatos à presidência

Relatório analisa saúde online dos candidatos à presidência e aponta reflexos das pesquisas de intenção de voto nos comentários dos internautas

Por Mariana Ditolvo
07/07/2010  - Fonte: mmonline

 

Utilizada pela primeira vez em caráter oficial no processo eleitoral brasileiro, a internet é um campo a ser desbravado pelos candidatos. Ser bem visto pelos internautas reunindo notícias e comentários positivos é um desafio que depende da maneira como cada uma irá conduzir suas estratégias de comunicação e da consistência de seus planos de governo. 

Em parceria com a empresa de monitoramento em redes sociais iGroup, o M&M Online fará um acompanhamento periódico sobre os comentários dos internautas, o que resultará em uma análise da saúde das marcas dos principais candidatos à Presidência da República durante a campanha que antecede o pleito de outubro. A ideia é ver qual será a influência da internet na escolha final dos brasileiros assim como quais serão os assuntos mais repercutidos na rede. 

Resultados de um primeiro levantamento realizado entre os dias 24 de junho e 1º de julho, mostravam que a internet - em especial as redes sociais - trazia claros reflexos do que acontecia nas pesquisas de intenção de voto realizadas por renomados institutos. Enquanto José Serra contabilizava cerca de 40% de todo o volume de comentários expostos nesses canais, Dilma Rousseff reunia 49% e Marina Silva somava 11%.

O que faz a diferença aqui, contudo, é a quantidade de comentários negativos voltados a cada candidato. A queda do tucano nas pesquisas feitas por Ibope e Datafolha no mesmo período foi sentida na internet, onde 65% dos comentários feitos a respeito de Serra não tinham caráter positivo. Dilma, por sua vez, amargava 28% de share negativo e Marina 7%. Segundo Ricardo Almeida, diretor geral da iGroup, foram analisadas pouco mais de 33 mil ocorrências em uma semana. 

Se o foco da análise muda para a quantidade de citações positivas, no entanto, Marina Silva aparece como a candidata proporcionalmente mais bem falada entre os três com 35% de share positivo. Dos comentários voltados a José Serra, apenas 26% foram positivos e, no caso de Dilma, 39%. 

“O PT é alvo de muitas críticas e conseguimos sentir que, quando o Lula aparece fazendo campanha para Dilma, cresce o número de comentários negativos”, conta Almeida. “Já a Marina era praticamente nula nas redes sociais até bem pouco tempo atrás. Agora, para se ter uma ideia, ela já registra o dobro de ocorrências que Aécio Neves registrava quando ainda havia chances do político sair candidato à presidência pelo PSDB”, compara Almeida. 

Índice de Saudabilidade
Ao analisar os comentários feitos pelos internautas no Twitter e na blogosfera, além do conteúdo publicado pela imprensa online, a iGroup também elabora um índice de saudabilidade da marca dos candidatos na rede. O resultado é a média entre os posts positivos e negativos em cada um desses canais. 

Na semana que antecedeu o início oficial das campanhas eleitorais, José Serra aparecia com o sinal de alerta ligado com o índice de saúde de sua marca em 50,32%. No mesmo período, Dilma Rousseff registrava índice de 68,81% enquanto Marina Silva esbanjava 80,86% visivelmente colocada em uma zona de conforto. “Proporcionalmente a candidata pelo Partido Verde é menos citada na internet do que os outros dois principais concorrentes. Mas, no geral, as citações que fazem referência à Marina são mais positivas do que negativas”, comenta Almeida. 

“Agora, com o final da Copa do Mundo e início oficial das campanhas, as eleições devem começar a ganhar mais atenção e esse cenário deverá se alterar semana a semana. Tudo vai depender de como os candidatos irão conduzir sua campanha. Quem será capaz de virar esse jogo é o que queremos descobrir”, diz. 

Para chegar a esse percentual, a iGroup leva em conta a importância dos diferentes meios de acordo com o potencial de evangelização de cada um. Por isso, nessa escala, o Twitter aparece com peso de 40% graças à sua agilidade de propagação das informações e força de influência. A blogosfera, que recebe reflexos do Twitter filtrando as informações com análises mais aprofundadas, aparece com peso de 35%. Já a imprensa online, que recebe pouca influência de outros meios, mas conta com alto poder de formação de opinião, recebe a carga de 25% na hora da medição. 

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