16 de setembro de 2009

Google é o preferido dos internautas brasileiros

Fonte: Meio & Mensagem - mmonline

Segundo pesquisa da comScore, quase um terço de todo o tempo de navegação na web no mês de junho foi dedicado às páginas e aos serviços do conglomerado de buscas


Quase um terço de todo o tempo que os brasileiros passaram na internet no último mês de julho foi dedicado às páginas do Google. Os dados resultam de uma pesquisa realizada pela consultoria comScore, que apontou que 29,8% do tempo de navegação online dos internautas brasileiros foi dedicado ao buscador, aos mapas, aos serviços ou às redes sociais e de compartilhamento (como Orkut e YouTube) do Google.

O levantamento da comScore coloca o Brasil na posição de liderança entre as nações que mais utilizam os serviços e as ferramentas do gigante das buscas. Em segundo lugar, de acordo com a pesquisa, ficou a Índia (com uma média percentual de 28,9% de tempo gasto nas páginas do Google no mês de junho) e a terceira posição ficou com a Irlanda, com um tempo médio de 15,9% de utilização do Google em junho.

Os resultados da pesquisa demonstram a grande penetração do Google entre os internautas brasileiros. Ainda de acordo com a comScore, 89,5% do total de todas as pesquisas realizadas nos buscadores da internet no Brasil são feitas através do Google. O serviço de mapas (Google Mapas) também conquistou a preferência dos brasileiros que buscam destinos e rotas. Em junho, 70,9% do tempo de navegação da internet dedicado a esse tipo de busca foi dedicado à ferramenta do Google. E, além de ser a preferência do público internauta nas buscas, o Google também é o preferido nos quesitos de redes sociais e de portais de compartilhamento de vídeos.

Segundo ao comScore, de todo o tempo que os internautas brasileiros dedicaram ás redes sociais no último mês de junho, 96% foi dedicado ao Orkut, o site do gênero de maior popularidade no País. Para assistir a vídeos, o YouTube também é a primeira opção da maioria dos internautas. De todo o tempo despendido na busca de vídeos na web, 91,6% foi dedicado ao YouTube.

Apenas a rede de compartilhamento de fotos Picasa Network e o serviço de correio eletrônico Gmail não alcançaram o primeiro lugar entre as preferências dos internautas brasileiros no mês de junho. Segundo os dados da consultoria, o tempo dedicado à navegação no Picasa correspondeu à 8,9% do total dedicado à exploração de portais de fotografias. Já o tempo gasto para a troca de mensagens e utilização do Gmail correspondeu a 9,7% do total gasto pelos brasileiros nos serviços de correio eletrônico disponíveis na web.

Confira abaixo o desempenho das ferramentas do Google e seu percentual de participação - de acordo com a categoria correspondente - no tempo total de navegação dos internautas brasileiros em junho:

Buscas - 89,5%
Rede social (Orkut) - 96%
Mapas (Google Maps) - 70,9%
Fotos (Picasa Network) - 8,9%
Blogs (Blogger) - 43,7%
Vídeos/Canal Multimídia (YouTube) - 91,6%
E-mail (Gmail) - 9,7%

13 de julho de 2009

HTML 5: conheça a linguagem que vai revolucionar sua navegação na web

Fonte: IDG Now

São Francisco – Evolução da linguagem padrão para web pode eliminar necessidade de plug-ins para aplicações multimídia em navegadores.

O HTML 5, evolução da linguagem padrão da web, pode mudar o jogo do desenvolvimento de aplicações multimídia e tornar obsoletos padrões estabelecidos no mercado como as tecnologias Flash, da Adobe, Silverlight, da Microsoft, e JavaFX, da Sun.

A nova versão da linguagem proposta pelo consórcio World Wide Web (W3C), responsável por desenvolver tecnologias compatíveis para a evolução da web, se volta ao desenvolvimento de aplicações online que não foram bem resolvida nas encarnações anteriores do HTML, reconhece o W3C. Agora, o HTML 5 volta para preencher as lacunas que ficaram a cargo de linguagens como Flash, Silverlight e JavaFX.

“O HTML 5 é a segunda onda da web” afirma Dion Almaer, co-diretor de ferramentas de desenvolvimento da Mozilla, criadora do browser Firefox. A nova especificação, segundo ele, inclui funções para atender a oferta de vídeos e gráficos na web, além de um conjunto de interfaces de programação de aplicações (APIs na sigla em inglês).

Na avaliação de Ben Galbraith, co-diretor de ferramentas da Mozilla e co-fundador do site Ajaxian ao lado de Almaer, tecnologias viabilizadas pelo HTML 5 como o Canvas - para desenhos 2D -, o armazenamento de conteúdos no desktop permitirão que “usemos mais o browser do que nunca”.

As aplicações web ficarão mais divertidas, opina o gerente de projetos do browser Chrome, do Google, Ian Fette. “Elas serão mais rápidas e vão oferecer uma experiência melhor ao usuário, fazendo com que não exista uma diferença entre aplicações online e offline.”

Após cinco anos de trabalho, uma versão de testes do HTML 5 foi finalizada no início deste ano, mas a versão final está prometida para 2012.

A especificação já é compatível com browsers como Chrome, Safari, da Apple, e Internet Explorer 8, da Microsoft, e em versões que estão por vir, como o Firefox 3.5, da Mozilla, e Opera 10, da Opera.

Fim dos add-ons

Enquanto Adobe, Microsoft, e Sun disputam a oferta de suas tecnologias para o desenvolvimento de aplicações multimídia na web, o HTML 5 tem potencial para arrasar os concorrentes por oferecer experiências de web baseadas em um padrão da indústria.

Uma das vantagens do HTML 5 é deixar de lado tecnologias proprietárias na web como Flash, Silverlight e JavaFX, afirma Ian Hickson, co-editor da especificação HTML 5 e funcionário do Google – o co-editor do HTML 5 trabalha na Apple.

“É sempre um problema quando você fica preso a um único fornecedor de software – especialmente se eles decidem abandonar o produto que você está usando, ou cobrar por ele. Com uma plataforma aberta não há tal risco” afirma Hickson.

Embora as três companhias estejam envolvidas no progresso do HTML 5, tanto Microsoft como Adobe e Sun defendem suas tecnologias.

“O HTML 5 ainda é um padrão em fase de progresso. Ainda é muito cedo para fazer qualquer comparação”, afirma um porta-voz da Microsoft. “O Silverlight ainda será necessário já que oferece mais funções avançadas - como modelos de programação mais ricos e rápidos (C#), 3D, e funções de acesso fora do browser.”

Para o vice-presidente de ferramentas de desenvolvimento da Adobe, Dave Story, o  ”HTML 5 enfrenta muitos desafios” tendo em vista que o mercado de browsers ainda é fragmentado e as incompatibilidades entre os navegadores ainda prevalecem. “O cronograma do HTML 5 mostra que ainda levará pelo menos uma década para que os esforços em torno do HTML 5 e do CSS 3 sejam finalizados e implantados nos browsers. Neste período, a plataforma Flash continua oferecendo uma plataforma consistente que oferece experiências mais ricas aos usuários” defende Story.

James Gosling, vice-presidente da Sun e considerado o pai da linguagem Java, diz que o JavaFX “tem renderização (processo de carregamento da página), performance e comportamentos muito mais avançados do que o HTML 5.”

O HTML 5 ainda não é uma ameaça real a outras linguagens de programação web para multimídia, afirma o analista da empresa RedMonk, Michael Cote. Mesmo com sua versão final, o HTML 5 vai eliminar o conceito de plug-ins.

Fette, do Google, concorda com Cote. Segundo ele, o HTML 5 é um ponto de partida e empresas como o Google adicionarão seus avanços à linguagem como a função de arrastar e soltar imagens em um browser.

A chegada do HTML 5 pressionará gigantes como Google e Microsoft a tomarem decisões difíceis. O Google, que hoje usa a tecnologia Flash no site de vídeos YouTube, já vem testando o HTML 5 e deve repensar sua decisão. “É uma análise de custos versus benefícios que terá de ser feita”, diz Fette.

Já a Microsoft, que tem investido pesadamente na tecnologia Silverlight, incluindo acordos de transmissão online da Olimpíada de Pequim, em 2008, agora tem um elefante em sua sala, segundo Michael Cole. “Se eles já incluíram, o HTML 5 no Internet Explorer, terão de se questionar sobre a necessidade do Silverlight” conclui o analista.

Paul Krill, editor do InfoWorld, de São Francisco

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